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11 de out. de 2011

Cedo Demais... 15 Anos Atrás, Perdemos Renato Russo ='(

Galera, eu sou um grande fã da Legião e do Renato, então o dia de hoje para mim foi uma choradeira só. Mal consegui escrever, então peguei essa matéria na Carta Capital. Me desculpem o Ctrl+C-Ctrl+V, mas hoje está difícil de sair algo.


“Um belo dia, o público vai descobrir que o seu ídolo tem pés de barro, e é uma coisa muito dolorosa porque messias não existem” (Renato Russo)
Ele foi o último ídolo do rock brasileiro. Depois dele, não veio mais ninguém. E, arrisco dizer, nunca mais virá. Por Luiz Felipe Carneiro. Foto: Agência Brasil

Parece que foi ontem, e talvez tenha sido mesmo, que Renato Russo morreu. Mas lá se vão 15 anos. O que, sob um ponto de vista, pode parecer uma eternidade.
Eternidade porque Renato Russo foi o último ídolo do rock brasileiro. Depois dele, não veio mais ninguém. E, arrisco dizer, nunca mais virá, até mesmo porque o rock brasileiro não fabrica mais nada de minimamente razoável já faz tempo.
Às vezes eu me pergunto o que fez de Renato Russo um ídolo.
Encontro a resposta facilmente em seus álbuns, especialmente nos da Legião Urbana.
Um dos primeiros LPs que Renato Russo ganhou foi o “White Album”, dos Beatles, quando ele morava em Nova York e tinha nove anos de idade. E isso explica muita coisa. A influência do tal disco branco, de certa forma conceitual, pode ser ouvida em qualquer trabalho da Legião. Ao invés de um amontoado de faixas, cada álbum da Legião Urbana era um “Álbum”, daqueles com início, meio e fim. Impossível de ser entendido sem a cuidadosa audição da primeira à última faixa. Eu fico imaginando os intermináveis exercícios de Renato Russo, Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e Renato Rocha (esse último até o terceiro disco, “Que país é este”) para chegar à relação final das faixas. E imagino o quanto Renato Russo não ficou louco, onde quer que estivesse, quando, recentemente, relançaram os discos da Legião em vinil, e, devido a um erro da fábrica, “Soldados” encerrou o lado B do trabalho de estreia da banda, ao invés de “Por enquanto”.
Acho que a Legião começou a se transformar no que foi quando, na infância, Renato Russo sofreu de uma rara doença chamada epifisiólise, que o deixou seis meses sem poder se levantar da cama. Nesse período de convalescença, Renato fundou a fictícia 42th Street Band. Não existia música, é verdade, mas Renato bolou capas de discos, nomes de músicas e até uma biografia para a sua banda imaginária. O líder do conjunto se chamava Eric Russell.
Já adolescente, Renato Russo juntou alguns amigos da Colina, conjunto de prédios habitacionais da UnB, e fundou o Aborto Elétrico, já influenciado por bandas como o PiL e o The Clash. Nada mais apropriado para rapazes de Brasília que não tinham muito que fazer.
O Aborto não chegou a gravar nenhum disco, mas compôs algumas canções que, mais tarde, seriam distribuídas nos três primeiros álbuns da Legião e no primeiro do Capital Inicial. “Geração Coca-Cola” era uma delas. O hino dos “filhos da revolução” que berravam contra o regime militar. No álbum póstumo “Uma outra estação”, Renato voltou ao tema, mas, dessa vez, de uma forma menos romântica: “Eu sou a lembrança do terror/ De uma revolução de merda/ De generais e de um exército de merda”. Os “filhos da revolução” envelheceram.
Após uma briga com o baterista Felipe Lemos, Renato decidiu ser o “trovador solitário”. Só ele e seu violão. As músicas dessa fase podem ser encontradas no CD “O trovador solitário” (2008), idealizado por Marcelo Fróes.
De saco cheio de bancar o Bob Dylan, Renato fundou a Legião Urbana. Em 1985, com a força dos colegas dos Paralamas do Sucesso que levaram a fitinha da banda para a gravadora EMI, enquanto rolava o Rock in Rio, chegou às lojas o autointitulado álbum de estreia da banda.
Abertura do 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, onde foi exibido o filme "Rock Brasília, era de ouro" de Wladimir Carvalho. Foto: Agência Brasil
“Só um cego ou surdo não constataria de primeira que Renato era um John Lennon, Bob Dylan, Elvis Presley, Paul McCartney, Bruce Springsteen, Brian Wilson e Joe Strummer, tudo junto, num país tão carente de equivalentes nacionais”, disse o produtor José Emilio Rondeau, no livro “Renato Russo”, de Arthur Dapieve. Estava certo. Tudo o que a Legião viria a ser já estava lá naquele primeiro disco, da sonoridade ao conceito, passando pelas letras de Renato, claro.
A gravadora pensava que “Legião Urbana” não ia dar em muita coisa. Mas se enganou. O disco vendeu muito e gerou uma boa quantidade de singles. Para o segundo álbum, óbvio, a gravadora queria algo parecido com o primeiro. Direto e roqueiro. Mas lógico que a Legião não ia entrar nessa. “Todos os discos de uma grande banda são bons”, disse Renato Russo à MTV em uma de suas últimas entrevistas.
E, certamente, ele já pensava assim em 1986, quando peitou a gravadora, e entrou no estúdio para gravar “Dois”. “A gente se acostumou com o ambiente no estúdio, como se fosse a extensão de casa. Acreditamos que era realmente possível fazer música e discos a partir desse disco”, me disse o guitarrista Dado Villa-Lobos, em 2006, quando “Dois” completou 20 anos.
De fato, a partir de “Dois”, a Legião amadureceu. O álbum, que era para ser duplo e se chamar “Mitologia e intuição”, acabou sendo simples (“Todos os discos da Legião são duplos até segunda ordem”, dizia Renato), mas, mesmo assim, bem diferente do primeiro. As músicas rápidas e de letras mais simplórias deram espaço a canções mais longas e sem refrão, como “Eduardo e Mônica” e “Indios”. Nem por isso “Dois” deixou de fazer sucesso. Pelo contrário.
Na turnê de lançamento do álbum, a Legião tocou no Canecão pela primeira vez, ainda que no horário não muito nobre das sete da noite. Mal imaginava Renato (ou, de repente, imaginava sim) que, um ano depois, a Legião Urbana estaria lotando estádios Brasil afora. O show mais emblemático, durante o lançamento de “Que país é este”, aconteceu no Mané Garrincha, em Brasília, no dia 16 de junho de 1988. Um maluco invadiu o palco e agrediu o cantor com um canudo de plástico. O caos tomou conta do lugar e por sorte ou por milagre ninguém morreu naquilo que ficou conhecido como o “Altamont brasileiro”.
Renato Russo, vocalista da banda Legião Urbana, conversa com Vladimir Carvalho, diretor do documentário Rock Brasília - Era de Ouro, que exibirá cenas gravadas pelo cineasta na década de 1980. Foto: Agência Brasil
Apresentações não muito convencionais, aliás, fizeram parte da história da Legião. Quando a banda lançou o lírico “As quatro estações” (mais um álbum em que Renato colocou as suas vísceras), houve confusão no Jockey Club do Rio de Janeiro. Animais na fila do gargarejo detonaram uma guerra de areia que quase terminou o show antes da hora. Em janeiro de 1995, dessa vez divulgando “O descobrimento do Brasil”, em Santos, Renato levou uma latada e passou os últimos 45 minutos de show cantando deitado. Foi a última vez que ele pisou em um palco. Antes disso, em outubro de 1994, a banda realizou três dos shows mais lindos da história do finado Metropolitan, no Rio de Janeiro, e que geraram o CD duplo ao vivo “Como é que se diz eu te amo”. Inusitadamente, as apresentações, registradas pela Rede Bandeirantes, nunca viraram DVD.
A verdade é que Renato não gostava de fazer shows. Não tolerava a violência dos seguranças que agrediam os fãs. Ele também costumava dizer que, durante uma apresentação ao vivo, se sentia como estivesse fazendo amor com 10, 20, 30 mil pessoas ao mesmo tempo. E, depois, caía em depressão quando ia dormir sozinho em casa ou em um quarto de hotel.
A Legião abriu a década de 90 com “V”, o seu trabalho mais pesado. “O réquiem do milênio”, como bem definiu o produtor e jornalista Ezequiel Neves. “O descobrimento do Brasil” veio em seguida e dava a (falsa) impressão, com a sua capa florida e alegre, de que seria o oposto de “V”. Ledo engano. Por dentro, mais um réquiem, inclusive o do Brasil, limpidamente esculpido em “Perfeição”.
A Legião Urbana abandonou os palcos. Mas não os estúdios. Em setembro de 1996, duas semanas antes da morte de Renato Russo, foi lançado “A tempestade ou O livro dos dias”. Antes, Renato ainda colocou nas lojas os trabalhos solo “The Stonewall celebration concert” e “Equilíbrio distante”, com músicas cantadas em inglês e em italiano, respectivamente.
Há 15 anos, jornais dedicaram cadernos especiais ao compositor da Legião Urbana. O Jornal Nacional alterou todo o seu noticiário para dar metade de seu tempo à repercussão da morte de Renato. Hoje em dia, com exceção dos velhos medalhões da MPB, qual artista brasileiro mereceria tamanha deferência?
A Legião somou pouco mais de 12 anos de carreira. E deixou um legado imenso. Dá pena ver qualquer banda hoje em dia lançando DVDs comemorativos de 10, 15, 20 anos de carreira sem ter o que dizer.
Às vezes eu me pergunto o que Renato Russo estaria fazendo hoje se vivo fosse. Segundo o próprio, a partir dos 40 anos, faria cinema. Depois dos 60, seria escritor.
A banda Legião Urbana: Marcelo Bonfá, Renato Russo e Dado Villa-Lobos
Eu tenho as minhas dúvidas.
Para mim, a Legião Urbana nunca deixaria de existir.
A Legião não era só uma banda. Era a representação de seus fãs.
Ou como Renato Russo gostava de dizer: “A verdadeira Legião Urbana são vocês.”
Matéria de: Luiz Felipe Carneiro

11 de ago. de 2011

Lívia

Andando pelas sujar ruas
Limpas do subúrbio
Não sinto o seu beijo
Tudo o que sinto é o gosto
Frio da água que toca meus lábios
Enquanto caminho sozinho
Por uma rua quase deserta
Em que ninguém se importa
Ninguém sabe, ninguém sente.
Ninguém liga para o meu estado
Minhas idéias, meus sentimentos
Minhas esperanças, minhas saudades.

Andando pelas calmas ruas
Agitadas do centro
Não sinto o seu cheiro:
perfume suave e inebriante
Aroma suave que me causa devaneios
Delírios da mente de um tolo apaixonado
Que queria agora apenas estar com você,
Estar em sua doce presença serena e cativante
Ao invés de estar sozinho nesta
Triste rua mal iluminada
Solitária e semi-deserta na qual caminho agora
Apenas com sua lembrança em meu pensamento
Impedindo-me de ser levado à loucura
Por este caminho solitário e sombrio
No qual permaneço
Até nosso próximo encontro.

Andando pelas simples ruas
Complicadas da cidade
Não sinto o seu toque.
Suave e macio como um travesseiro de nuvens
Sublime como uma leve brisa de outono
Que me encanta e atordoa
EMe leva ao paraíso e de lá me atira
De volta à realidade
Como o sopro de uma ilusão
Que confunde e mistifica
Sem jamais alterar sensação alguma
E de tão delicado chega a parecer
Que nunca aconteceu.

Hoje eu escrevi uma canção para você
Espero que você goste.


(Escrito em 2005)

The Awesome Space Between Society and Humanity

People go straight ahead o work
Wandering to reach some point
Trying to follow it's heads
Neither think on its hearts of lead
In the end, just lay down and rest on bed

The space between society and humanity
Few people can cross
Is it a lost battle?
Society is against humanity
Humanity is against itself
So why do we try to go another way?
Strings on our arms and legs
Led us through, day after day
Do'nt you care about what we left behind?
I care, I care, I care!

Wish you'd like to be with me, right here, with me...


(Escrito em 2009)

6 de ago. de 2011

Winter Soul

Seems like yesterday we were younger
Younger than the youngest among us now
Seems like yesterday we were stronger
Stronger than the weakness among us now

What happened, my friend?
Why did we stopped to dream?
Waiting for something that somemone told us to believe

The morning comes nowadays even colder
TGhan the night wanderer chilling breeze
Would not we be a little closer
Than yesterday we were to achieve?

The soft wet grass is long lost
The path was covered with concrete
Wasting those small things that nowadays we miss

In the Spring, will we dance on the fields?
In the Sunshine, can we swim a waterfall?
In the Autumn, there will have fruits for us all?

We'll be back to the Winter
We'll come back to the Winter

Seems like yesterday they were older
But bones don't count the times anymore
Seems like now our ancients are our youngers
The elders has been lost in the last war

We can't cry in the after war

28 de dez. de 2010

Hipofilia

A fraqueza de meu sangue
Novamente me rebaixa
Não sou incapaz
Apenas sou diferente
Incompreensível
A falta que tento compensar
São rótulos que recebo
Mas não consigo pensar
Estou lento demais para lembrar
Mas a culpa não é minha!

Maldito organismo
Que de vivo não tem nada
Sinto que sou uma piada
De mal gosto é claro
E a pouca, inútil e escassa
Energia que me resta
Desperdiço nestas linhas
Que não deveriam ser lidas
Combinação fútil de palavras
Balbuciadas pela mão frenética
De quem já não se reconhece mais
Em momentos banais
Torpórico, anacrônico, estagnado
Surreal, lívido, porém imaginário
De quem há muito deixou de ser
Se é que um dia foi
E agora apenas está
Solitário, recluso, excluso, terático
De mente inviabilizada
E sentimentos de fogo-fátuo

Cubra o rosto
Cobre o preço que pago eternamente
Ninguém mais sente
E não entende o que há
Então palavras fúteis
Atiradas ao vento
Como um lamento
De quem quer chorar

Sem óculos não enxergo
E tento não perceber
A dor que me cerca
A solidão a me absorver
A palavra não dita
Um simples adeus
Gravado em pedra outrora viva
Agora como meu coração
Rachada, partida, em partes complexas
Inúteis
Como um quebra-cabeças
Sem solução

E ainda assim não falo o que há
Pois não há como expressar
O nada que sou.


14/11/10
(Poema de D. Joe)

Amnæsia

Estou perdido
E nãoposso escrever sobre felicidade
A caneta mente se o coração não sente
E já não há o que falar.

O som do papel
Cheiro de letras no ar
O gosto de figuras
A mão a sonhar

Eu já não me reconheço mais
Tudo o que faço, o que tenho feito
É tão parecido comigo
E ninguém compreendeu

Não me acusam de meus erros mais grotecos
Auto-desprezo é um feito gigantesco
e etcetera e tal.
"Que esperto!"
"Como você é inteligente!"
"Continue assim, estudioso!"
"Você é muito culto!"
"Professor!"
"Mestre!"
"Sábio!"
"Técnico!"
"Cientista!"
"Estudante!"

Um sábio não reconhece outro
Um tolo também
QUal desses nós somos?
Eu não sei

Não tenho pessimismo
Não tenho derrotismo
Não tenho conformismo
Ficaram nas outras máscaras

Descobri que minha coleção está incompleta
Minha máscara do Verdadeiro Eu está rachada
Como é possível?
Não a uso há tanto tempo
Para consertá-la preciso de alguém
Que saiba quem sou
Que veja como sou
E continuo sendo em algum lugar
E continue aqui
E me ajude a refletir e capturar o reflexo
A reflexão

Então,
Você sabe quem sou?


18/10/10
(Poema de D. Joe)

Gome

Uma piada é o que sou
Eu rio de mim mesmo
Preso no que sou
Na farsa em que me tornei

Eu sei que sou contraditório
Esse é o meu modus operandi
Não acho respostas num consultório
EU me recrio num instante

Esse apego e essa repulsa
Não há como explicar
Não há quem me ame, amo quem me usa
E não há o que falar

Procuro a perfeição
Com defeitos que a completem
Não preste atenção
Apenas dê o nó, e então aperte

Fibras no pescoço, marcas na pele
Fraturas nos ossos, olhar inerte
Feridas internas, traquéia esmagada
Órgãos intactos, do coração não sobrou nada

Linhas paralelas feitas com firmeza
Verticais, para ter certeza

Um, dois, três
Quatro, cinco segundos
E tudo escurece...

Acordo internado
Mais uma vez fui "salvo"
Por que não me deixam fazer o que quero?

Eu só erro, erro, erro
E quando tento acertar
Vêm me impedir
Não venham me salvar
Não tentem me ajudar
Não há o que fazer
Não quero continuar
Não posso acordar
Deixem-me partir.



(Poema de D. Joe)

20 de nov. de 2010

Tea And Tears 2

Come on, my friend
Drink with me
I'd like to share with you
This bottle of tea
One cup is for you
Mine with some tears

My story I want you to hear
I need to tell it to someone
Nowdays I feel a kind of envy
Which makes me let myself alone
I look to the others
And the things they get
And start to think mith me
That my life has no met

I know it is wrong
I know I shouldn't do it
But what is the right thing
Sorry, they hadn't told me
So now I want your opinion to hear
As long as I drink
My tea with some tears

Things are now so strange
As we could never imagine before
Work, love, people, God,
And a lot of things more
Everyone is so happy
And it makes me feel down
As it's kisses, words, greets and smiles
Took out a part of my own
Maybe I need psycho terapy
Or something like that
Because everytime I feel
I think I'm getting mad
It can even be funny
But I want you to not laught
These words I say are as serious
As my tea is still has little salt

Sometimes I feel I own it
And I must feel this way
I know it sounds kind of insane
That's why these words I don't say

I know it is wrong
But I don't know what to do
They think that I'm smart
I think I'm a farse
Beacuse kowledge can't take you anywhere
And surely can't lead me there
Where with them I wanted to be
So I'll keep here drinking
My tea with my own tears

Before you tell me
What you think about it all
Let me first explain you
What happened until now
I'm not sad about the others
I don't hate it's happiness
I just don't feel I can handle
All that joyfulness
Sometimes my heart gets as heavy as words
Sometimes is as light as a child's hand
And now you please tell me
What do you think, my friend

Come on, my friend
Drink with me
I'd like to share with you
This bottle of tea
One cup is for you
Mine with some tears

And then while I drank
My tears in a glass
My frind by my side told me
The words I'll never forget

The man can be good
And feel his heart is ill
As he can be the worse
And not even get a chill
I confess it's not easy
But I believe in you
If you do look on inside
You'll discover what to do
In yourself lies the answer
That you wanted to hear
In yourself lies the essence
That'll set you free

Now stop suffering alone
And share your tears with me
We'll walk around at the gardens
As friends that we always used to be

Together we'll all drink of the bootle of tea
And there will be no more tears



20/07/09
02:04am
Meu Quarto

(Poema de D. Joe)

Voz Afônica

Palavras soltas, atiradas ao vento
Palavras simples, como um lamento
A pena movida por um momento
E então está expresso o que há por dentro

Meus olhos fechados mantenho
Não preciso ver para encontrar a ti
Pois você está sempre aqui dentro de mim...
Embora antes eu não soubesse

As palavras contidas me corroem por dentro
Só você alivia meu sofrimento
Tua face me é como um espelho
Que me revela diante de ti, de joelhos...

Perdoa-me a expressão vaga e as palavras pouco claras deste poeta
O que digo não é para ser ouvido
A voz da alma fala sozinha

Triste é meu mundo sem você, sem alegria
Felicidade é ter você como companhia
Alguém para chorar e comigo se alegrar
Até que meus sonhos cheguem ao fundo do mar.


(Poema de D. Joe)

Tiras de Tempo

Há tanto tempo tento
Ter pensamentos tão ternos
Que de tanto tentar
Atordoado estou
Tive tanto tempo
Tentando ter teu toque
Que tento tirar-te tanto do pensamento
Quanto da mente
Tento, tento, mas simplesmente
Meu pensamento instável refuta-se
Mas, de tanto tentar
Consigo tirar-te de mim, relutantemente
Tirar-me de ti.


(Poema de D. Joe)

SciPrincess (Prinsciss)

Percorre os vastos campos de orquídeas
Cobertos com seus livros
Lá está: entre pergaminhos e anotações
Agora seus únicos amigos

O que há de errado com você
Princesinha da ciência
Sem mais amigos para perder
É o preço da inteligência

Pena e tinta estão sempre à mão
O conhecimento esfria, congela o seu coração
A solidão alivia o peso da leitura
Há algo em sua mente: um mal que não tem cura.

Quanto mais você aprende
Quanto mais você lê
Mais conhecimento adquire,
Menos tem a perder

A Sabedoria é uma coroa
Que livros e papiros lhe concederam
Os seus amigos? Não se preocupe
Eles já a esqueceram



03/2008
(Poema de D. Joe)

Realidade Gelatinosa

Tire do meu pescoço esta mão invisível
Que me sufoca gradualmente
Angústia inocente de um motivo-sem-porquê
E todas as consequências da dura realidade gelatinosa
Decorridas do momento atual de nossa vida difícil
Na qual tudo o que fazemos é reclamar
Enquanto o Sol se pões diante de nossos olhos
E através de nossas intrigas mesquinhas
Prendo-me a algo que não possa me segurar
Para ser levado sem saber ao fundo e ao longo
O tempo é minha barreira de sal
Aquela que meu coração ferido não consegue atravessar


03/2009
(Poema de D. Joe)

Proto

Eu sou uma máquina
Eu me auto-programo
Não tenho sentimentos
Só tenho reações armazenadas
Num banco de dados projetado
Para se parecer com um coração


(Poema de D. Joe)

Manchas de Vida Nas Folhas do Tempo

Uma folha em branco
É tudo o que vejo
Uma folha em branco
Pra expressar meu desejo
Uma folha em branco
Mas assim não há de ficar
Com uma caneta
A tinta começa a manchar

De tinta
São os traços que escrevo
Traços de tinta
Desenham as palavras que me atrevo
Símbolos feitos com tinta
Minhas palavras, podem contar
Simples rabiscos à tinta
O que expresso vão revelar

Marcadas à tinta
Agora as estrofes são três
Gravadas à tinta
Foge-me a rima desta vez
Palavras à tinta
Revelam agora um coração partido
Sons para a visão
Estilhaçado por um sentimento não-correspondido

Embora diga isso
O que aconteceu já não importa
Embora diga isso
O solitário sozinho se conforta
Embora diga isso
O coração não deixa de sonhar
Mas embora essas palavras sejam ditas
O ferimento não quer cicatrizar

Não exatamente
A ferida durará eternamente
Não exatamente
Não há caminho mais à frente
Não exatamente
Estou triste neste momento
Mas precisamente
Ainda sinto este agridoce sentimento

Agora a folha está manchada
De tinta e aquilo que eu pensava
Agora a folha está manchada
De palavras sobre como estou e estava
Ao fim agora o poema chega
É o fim da folha, o fim desta inspiração
Ao fim agora, triste fim que chega
Ao parar o movimento a caneta interrompe a ação


19/04/09
(Poema de D. Joe)

Inspiração Perene

Oh, tédio! Do qual vítima a vida me faz
Situações adversas em meio a um emaranhado dfuso
De sons e porquês, os quais anseio sem esperar

Através de meus cachos trançados vejo
Outros cachos, os quais soltos
Por um momento são envoltos
Pelos fios soltos com um leve gracejo

E então tomam forma
As imagens que minha mente adorna
E a ilusão realidade se torna
Porém sem o toque de pele morna

E minha mente sonolenta descansa
Mas meu coração insensato e incompleto sorri
Solitário mergulho na lembrança
Embalado pelo canto do sábio La Brie

E no ápice da inspiração termino no intuito
De que este momento fortuito
De estória passe à verdade da história
E possa finalmente sair do coração e hospedar-se na memória.


(Poema de D. Joe)

Futilidades Essenciais

As palavras incultas que agora a insanidade me provê
Trazem neste céu simples e noturno as lembranças de você
Memórias residentes numa dor superficial
Sem sabor de pêssego, mas com cara de final
Momentos ansiolíticos para uma alma misantrópica
Uma luta sem vestígios e uma saudade amórfica
Enfim à espera e uma contagem regressiva
Para uma ida ao campo, saindo em comitiva
Jovens que partem, essências que se encontram
Num chão gramado, num céu estrelado
Embalados pelos cantos que entoam...


(Poema de D. Joe)

Auto-Traição

Traído por mim mesmo, sucumbo à minha vontade involuntária
Olhos que despertam o sono, adormecem-me a razão
Fios dum brilho dourado em meio à água tridividida
Cristais leitosos brilhando entre as trincheiras carnudas
Alegro-me com a visão que deveria querer evitar
Vozes largadas ao vácuo numa cacofonia estelar
O aroma de pulseiras e presilhas invadem-me a mente
E o torpor causa-me paralisia temporal
E fico estagnado no momento
Que anseio e repudio
Devido à resistência insubordinada de meus desejos


(Poema de D. Joe)

Coisinha Cruel

É chato
Como um gato
Andar sem sapatos no mato
Corta-se o pé
Não se sabe o que é
Começa a sangrar
Não se consegue parar
E o que começou com tanta alegria
Acaba em morte por hemorragia

(Poema de D. Joe)