sexta-feira, 28 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Cedo Demais... 15 Anos Atrás, Perdemos Renato Russo ='(
Galera, eu sou um grande fã da Legião e do Renato, então o dia de hoje para mim foi uma choradeira só. Mal consegui escrever, então peguei essa matéria na Carta Capital. Me desculpem o Ctrl+C-Ctrl+V, mas hoje está difícil de sair algo.
“Um belo dia, o público vai descobrir que o seu ídolo tem pés de barro, e é uma coisa muito dolorosa porque messias não existem” (Renato Russo)
Ele foi o último ídolo do rock brasileiro. Depois dele, não veio mais ninguém. E, arrisco dizer, nunca mais virá. Por Luiz Felipe Carneiro. Foto: Agência Brasil
Parece que foi ontem, e talvez tenha sido mesmo, que Renato Russo morreu. Mas lá se vão 15 anos. O que, sob um ponto de vista, pode parecer uma eternidade.
Eternidade porque Renato Russo foi o último ídolo do rock brasileiro. Depois dele, não veio mais ninguém. E, arrisco dizer, nunca mais virá, até mesmo porque o rock brasileiro não fabrica mais nada de minimamente razoável já faz tempo.
Às vezes eu me pergunto o que fez de Renato Russo um ídolo.
Encontro a resposta facilmente em seus álbuns, especialmente nos da Legião Urbana.
Um dos primeiros LPs que Renato Russo ganhou foi o “White Album”, dos Beatles, quando ele morava em Nova York e tinha nove anos de idade. E isso explica muita coisa. A influência do tal disco branco, de certa forma conceitual, pode ser ouvida em qualquer trabalho da Legião. Ao invés de um amontoado de faixas, cada álbum da Legião Urbana era um “Álbum”, daqueles com início, meio e fim. Impossível de ser entendido sem a cuidadosa audição da primeira à última faixa. Eu fico imaginando os intermináveis exercícios de Renato Russo, Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e Renato Rocha (esse último até o terceiro disco, “Que país é este”) para chegar à relação final das faixas. E imagino o quanto Renato Russo não ficou louco, onde quer que estivesse, quando, recentemente, relançaram os discos da Legião em vinil, e, devido a um erro da fábrica, “Soldados” encerrou o lado B do trabalho de estreia da banda, ao invés de “Por enquanto”.
Acho que a Legião começou a se transformar no que foi quando, na infância, Renato Russo sofreu de uma rara doença chamada epifisiólise, que o deixou seis meses sem poder se levantar da cama. Nesse período de convalescença, Renato fundou a fictícia 42th Street Band. Não existia música, é verdade, mas Renato bolou capas de discos, nomes de músicas e até uma biografia para a sua banda imaginária. O líder do conjunto se chamava Eric Russell.
Já adolescente, Renato Russo juntou alguns amigos da Colina, conjunto de prédios habitacionais da UnB, e fundou o Aborto Elétrico, já influenciado por bandas como o PiL e o The Clash. Nada mais apropriado para rapazes de Brasília que não tinham muito que fazer.
O Aborto não chegou a gravar nenhum disco, mas compôs algumas canções que, mais tarde, seriam distribuídas nos três primeiros álbuns da Legião e no primeiro do Capital Inicial. “Geração Coca-Cola” era uma delas. O hino dos “filhos da revolução” que berravam contra o regime militar. No álbum póstumo “Uma outra estação”, Renato voltou ao tema, mas, dessa vez, de uma forma menos romântica: “Eu sou a lembrança do terror/ De uma revolução de merda/ De generais e de um exército de merda”. Os “filhos da revolução” envelheceram.
Após uma briga com o baterista Felipe Lemos, Renato decidiu ser o “trovador solitário”. Só ele e seu violão. As músicas dessa fase podem ser encontradas no CD “O trovador solitário” (2008), idealizado por Marcelo Fróes.
De saco cheio de bancar o Bob Dylan, Renato fundou a Legião Urbana. Em 1985, com a força dos colegas dos Paralamas do Sucesso que levaram a fitinha da banda para a gravadora EMI, enquanto rolava o Rock in Rio, chegou às lojas o autointitulado álbum de estreia da banda.
Abertura do 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, onde foi exibido o filme "Rock Brasília, era de ouro" de Wladimir Carvalho. Foto: Agência Brasil
“Só um cego ou surdo não constataria de primeira que Renato era um John Lennon, Bob Dylan, Elvis Presley, Paul McCartney, Bruce Springsteen, Brian Wilson e Joe Strummer, tudo junto, num país tão carente de equivalentes nacionais”, disse o produtor José Emilio Rondeau, no livro “Renato Russo”, de Arthur Dapieve. Estava certo. Tudo o que a Legião viria a ser já estava lá naquele primeiro disco, da sonoridade ao conceito, passando pelas letras de Renato, claro.
A gravadora pensava que “Legião Urbana” não ia dar em muita coisa. Mas se enganou. O disco vendeu muito e gerou uma boa quantidade de singles. Para o segundo álbum, óbvio, a gravadora queria algo parecido com o primeiro. Direto e roqueiro. Mas lógico que a Legião não ia entrar nessa. “Todos os discos de uma grande banda são bons”, disse Renato Russo à MTV em uma de suas últimas entrevistas.
E, certamente, ele já pensava assim em 1986, quando peitou a gravadora, e entrou no estúdio para gravar “Dois”. “A gente se acostumou com o ambiente no estúdio, como se fosse a extensão de casa. Acreditamos que era realmente possível fazer música e discos a partir desse disco”, me disse o guitarrista Dado Villa-Lobos, em 2006, quando “Dois” completou 20 anos.
De fato, a partir de “Dois”, a Legião amadureceu. O álbum, que era para ser duplo e se chamar “Mitologia e intuição”, acabou sendo simples (“Todos os discos da Legião são duplos até segunda ordem”, dizia Renato), mas, mesmo assim, bem diferente do primeiro. As músicas rápidas e de letras mais simplórias deram espaço a canções mais longas e sem refrão, como “Eduardo e Mônica” e “Indios”. Nem por isso “Dois” deixou de fazer sucesso. Pelo contrário.
Na turnê de lançamento do álbum, a Legião tocou no Canecão pela primeira vez, ainda que no horário não muito nobre das sete da noite. Mal imaginava Renato (ou, de repente, imaginava sim) que, um ano depois, a Legião Urbana estaria lotando estádios Brasil afora. O show mais emblemático, durante o lançamento de “Que país é este”, aconteceu no Mané Garrincha, em Brasília, no dia 16 de junho de 1988. Um maluco invadiu o palco e agrediu o cantor com um canudo de plástico. O caos tomou conta do lugar e por sorte ou por milagre ninguém morreu naquilo que ficou conhecido como o “Altamont brasileiro”.
Renato Russo, vocalista da banda Legião Urbana, conversa com Vladimir Carvalho, diretor do documentário Rock Brasília - Era de Ouro, que exibirá cenas gravadas pelo cineasta na década de 1980. Foto: Agência Brasil
Apresentações não muito convencionais, aliás, fizeram parte da história da Legião. Quando a banda lançou o lírico “As quatro estações” (mais um álbum em que Renato colocou as suas vísceras), houve confusão no Jockey Club do Rio de Janeiro. Animais na fila do gargarejo detonaram uma guerra de areia que quase terminou o show antes da hora. Em janeiro de 1995, dessa vez divulgando “O descobrimento do Brasil”, em Santos, Renato levou uma latada e passou os últimos 45 minutos de show cantando deitado. Foi a última vez que ele pisou em um palco. Antes disso, em outubro de 1994, a banda realizou três dos shows mais lindos da história do finado Metropolitan, no Rio de Janeiro, e que geraram o CD duplo ao vivo “Como é que se diz eu te amo”. Inusitadamente, as apresentações, registradas pela Rede Bandeirantes, nunca viraram DVD.
A verdade é que Renato não gostava de fazer shows. Não tolerava a violência dos seguranças que agrediam os fãs. Ele também costumava dizer que, durante uma apresentação ao vivo, se sentia como estivesse fazendo amor com 10, 20, 30 mil pessoas ao mesmo tempo. E, depois, caía em depressão quando ia dormir sozinho em casa ou em um quarto de hotel.
A Legião abriu a década de 90 com “V”, o seu trabalho mais pesado. “O réquiem do milênio”, como bem definiu o produtor e jornalista Ezequiel Neves. “O descobrimento do Brasil” veio em seguida e dava a (falsa) impressão, com a sua capa florida e alegre, de que seria o oposto de “V”. Ledo engano. Por dentro, mais um réquiem, inclusive o do Brasil, limpidamente esculpido em “Perfeição”.
A Legião Urbana abandonou os palcos. Mas não os estúdios. Em setembro de 1996, duas semanas antes da morte de Renato Russo, foi lançado “A tempestade ou O livro dos dias”. Antes, Renato ainda colocou nas lojas os trabalhos solo “The Stonewall celebration concert” e “Equilíbrio distante”, com músicas cantadas em inglês e em italiano, respectivamente.
Há 15 anos, jornais dedicaram cadernos especiais ao compositor da Legião Urbana. O Jornal Nacional alterou todo o seu noticiário para dar metade de seu tempo à repercussão da morte de Renato. Hoje em dia, com exceção dos velhos medalhões da MPB, qual artista brasileiro mereceria tamanha deferência?
A Legião somou pouco mais de 12 anos de carreira. E deixou um legado imenso. Dá pena ver qualquer banda hoje em dia lançando DVDs comemorativos de 10, 15, 20 anos de carreira sem ter o que dizer.
Às vezes eu me pergunto o que Renato Russo estaria fazendo hoje se vivo fosse. Segundo o próprio, a partir dos 40 anos, faria cinema. Depois dos 60, seria escritor.
A banda Legião Urbana: Marcelo Bonfá, Renato Russo e Dado Villa-Lobos
Eu tenho as minhas dúvidas.
Para mim, a Legião Urbana nunca deixaria de existir.
A Legião não era só uma banda. Era a representação de seus fãs.
Ou como Renato Russo gostava de dizer: “A verdadeira Legião Urbana são vocês.”
Matéria de: Luiz Felipe Carneiro
“Um belo dia, o público vai descobrir que o seu ídolo tem pés de barro, e é uma coisa muito dolorosa porque messias não existem” (Renato Russo)
Ele foi o último ídolo do rock brasileiro. Depois dele, não veio mais ninguém. E, arrisco dizer, nunca mais virá. Por Luiz Felipe Carneiro. Foto: Agência Brasil
Parece que foi ontem, e talvez tenha sido mesmo, que Renato Russo morreu. Mas lá se vão 15 anos. O que, sob um ponto de vista, pode parecer uma eternidade.
Eternidade porque Renato Russo foi o último ídolo do rock brasileiro. Depois dele, não veio mais ninguém. E, arrisco dizer, nunca mais virá, até mesmo porque o rock brasileiro não fabrica mais nada de minimamente razoável já faz tempo.
Às vezes eu me pergunto o que fez de Renato Russo um ídolo.
Encontro a resposta facilmente em seus álbuns, especialmente nos da Legião Urbana.
Um dos primeiros LPs que Renato Russo ganhou foi o “White Album”, dos Beatles, quando ele morava em Nova York e tinha nove anos de idade. E isso explica muita coisa. A influência do tal disco branco, de certa forma conceitual, pode ser ouvida em qualquer trabalho da Legião. Ao invés de um amontoado de faixas, cada álbum da Legião Urbana era um “Álbum”, daqueles com início, meio e fim. Impossível de ser entendido sem a cuidadosa audição da primeira à última faixa. Eu fico imaginando os intermináveis exercícios de Renato Russo, Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e Renato Rocha (esse último até o terceiro disco, “Que país é este”) para chegar à relação final das faixas. E imagino o quanto Renato Russo não ficou louco, onde quer que estivesse, quando, recentemente, relançaram os discos da Legião em vinil, e, devido a um erro da fábrica, “Soldados” encerrou o lado B do trabalho de estreia da banda, ao invés de “Por enquanto”.
Acho que a Legião começou a se transformar no que foi quando, na infância, Renato Russo sofreu de uma rara doença chamada epifisiólise, que o deixou seis meses sem poder se levantar da cama. Nesse período de convalescença, Renato fundou a fictícia 42th Street Band. Não existia música, é verdade, mas Renato bolou capas de discos, nomes de músicas e até uma biografia para a sua banda imaginária. O líder do conjunto se chamava Eric Russell.
Já adolescente, Renato Russo juntou alguns amigos da Colina, conjunto de prédios habitacionais da UnB, e fundou o Aborto Elétrico, já influenciado por bandas como o PiL e o The Clash. Nada mais apropriado para rapazes de Brasília que não tinham muito que fazer.
O Aborto não chegou a gravar nenhum disco, mas compôs algumas canções que, mais tarde, seriam distribuídas nos três primeiros álbuns da Legião e no primeiro do Capital Inicial. “Geração Coca-Cola” era uma delas. O hino dos “filhos da revolução” que berravam contra o regime militar. No álbum póstumo “Uma outra estação”, Renato voltou ao tema, mas, dessa vez, de uma forma menos romântica: “Eu sou a lembrança do terror/ De uma revolução de merda/ De generais e de um exército de merda”. Os “filhos da revolução” envelheceram.
Após uma briga com o baterista Felipe Lemos, Renato decidiu ser o “trovador solitário”. Só ele e seu violão. As músicas dessa fase podem ser encontradas no CD “O trovador solitário” (2008), idealizado por Marcelo Fróes.
De saco cheio de bancar o Bob Dylan, Renato fundou a Legião Urbana. Em 1985, com a força dos colegas dos Paralamas do Sucesso que levaram a fitinha da banda para a gravadora EMI, enquanto rolava o Rock in Rio, chegou às lojas o autointitulado álbum de estreia da banda.
Abertura do 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, onde foi exibido o filme "Rock Brasília, era de ouro" de Wladimir Carvalho. Foto: Agência Brasil
“Só um cego ou surdo não constataria de primeira que Renato era um John Lennon, Bob Dylan, Elvis Presley, Paul McCartney, Bruce Springsteen, Brian Wilson e Joe Strummer, tudo junto, num país tão carente de equivalentes nacionais”, disse o produtor José Emilio Rondeau, no livro “Renato Russo”, de Arthur Dapieve. Estava certo. Tudo o que a Legião viria a ser já estava lá naquele primeiro disco, da sonoridade ao conceito, passando pelas letras de Renato, claro.
A gravadora pensava que “Legião Urbana” não ia dar em muita coisa. Mas se enganou. O disco vendeu muito e gerou uma boa quantidade de singles. Para o segundo álbum, óbvio, a gravadora queria algo parecido com o primeiro. Direto e roqueiro. Mas lógico que a Legião não ia entrar nessa. “Todos os discos de uma grande banda são bons”, disse Renato Russo à MTV em uma de suas últimas entrevistas.
E, certamente, ele já pensava assim em 1986, quando peitou a gravadora, e entrou no estúdio para gravar “Dois”. “A gente se acostumou com o ambiente no estúdio, como se fosse a extensão de casa. Acreditamos que era realmente possível fazer música e discos a partir desse disco”, me disse o guitarrista Dado Villa-Lobos, em 2006, quando “Dois” completou 20 anos.
De fato, a partir de “Dois”, a Legião amadureceu. O álbum, que era para ser duplo e se chamar “Mitologia e intuição”, acabou sendo simples (“Todos os discos da Legião são duplos até segunda ordem”, dizia Renato), mas, mesmo assim, bem diferente do primeiro. As músicas rápidas e de letras mais simplórias deram espaço a canções mais longas e sem refrão, como “Eduardo e Mônica” e “Indios”. Nem por isso “Dois” deixou de fazer sucesso. Pelo contrário.
Na turnê de lançamento do álbum, a Legião tocou no Canecão pela primeira vez, ainda que no horário não muito nobre das sete da noite. Mal imaginava Renato (ou, de repente, imaginava sim) que, um ano depois, a Legião Urbana estaria lotando estádios Brasil afora. O show mais emblemático, durante o lançamento de “Que país é este”, aconteceu no Mané Garrincha, em Brasília, no dia 16 de junho de 1988. Um maluco invadiu o palco e agrediu o cantor com um canudo de plástico. O caos tomou conta do lugar e por sorte ou por milagre ninguém morreu naquilo que ficou conhecido como o “Altamont brasileiro”.
Renato Russo, vocalista da banda Legião Urbana, conversa com Vladimir Carvalho, diretor do documentário Rock Brasília - Era de Ouro, que exibirá cenas gravadas pelo cineasta na década de 1980. Foto: Agência Brasil
Apresentações não muito convencionais, aliás, fizeram parte da história da Legião. Quando a banda lançou o lírico “As quatro estações” (mais um álbum em que Renato colocou as suas vísceras), houve confusão no Jockey Club do Rio de Janeiro. Animais na fila do gargarejo detonaram uma guerra de areia que quase terminou o show antes da hora. Em janeiro de 1995, dessa vez divulgando “O descobrimento do Brasil”, em Santos, Renato levou uma latada e passou os últimos 45 minutos de show cantando deitado. Foi a última vez que ele pisou em um palco. Antes disso, em outubro de 1994, a banda realizou três dos shows mais lindos da história do finado Metropolitan, no Rio de Janeiro, e que geraram o CD duplo ao vivo “Como é que se diz eu te amo”. Inusitadamente, as apresentações, registradas pela Rede Bandeirantes, nunca viraram DVD.
A verdade é que Renato não gostava de fazer shows. Não tolerava a violência dos seguranças que agrediam os fãs. Ele também costumava dizer que, durante uma apresentação ao vivo, se sentia como estivesse fazendo amor com 10, 20, 30 mil pessoas ao mesmo tempo. E, depois, caía em depressão quando ia dormir sozinho em casa ou em um quarto de hotel.
A Legião abriu a década de 90 com “V”, o seu trabalho mais pesado. “O réquiem do milênio”, como bem definiu o produtor e jornalista Ezequiel Neves. “O descobrimento do Brasil” veio em seguida e dava a (falsa) impressão, com a sua capa florida e alegre, de que seria o oposto de “V”. Ledo engano. Por dentro, mais um réquiem, inclusive o do Brasil, limpidamente esculpido em “Perfeição”.
A Legião Urbana abandonou os palcos. Mas não os estúdios. Em setembro de 1996, duas semanas antes da morte de Renato Russo, foi lançado “A tempestade ou O livro dos dias”. Antes, Renato ainda colocou nas lojas os trabalhos solo “The Stonewall celebration concert” e “Equilíbrio distante”, com músicas cantadas em inglês e em italiano, respectivamente.
Há 15 anos, jornais dedicaram cadernos especiais ao compositor da Legião Urbana. O Jornal Nacional alterou todo o seu noticiário para dar metade de seu tempo à repercussão da morte de Renato. Hoje em dia, com exceção dos velhos medalhões da MPB, qual artista brasileiro mereceria tamanha deferência?
A Legião somou pouco mais de 12 anos de carreira. E deixou um legado imenso. Dá pena ver qualquer banda hoje em dia lançando DVDs comemorativos de 10, 15, 20 anos de carreira sem ter o que dizer.
Às vezes eu me pergunto o que Renato Russo estaria fazendo hoje se vivo fosse. Segundo o próprio, a partir dos 40 anos, faria cinema. Depois dos 60, seria escritor.
A banda Legião Urbana: Marcelo Bonfá, Renato Russo e Dado Villa-Lobos
Eu tenho as minhas dúvidas.
Para mim, a Legião Urbana nunca deixaria de existir.
A Legião não era só uma banda. Era a representação de seus fãs.
Ou como Renato Russo gostava de dizer: “A verdadeira Legião Urbana são vocês.”
Matéria de: Luiz Felipe Carneiro
| Isso foi.. |
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Os 10 Maiores Avanços da Física em 2010
O Instituto de Física Britânico, através da sua secção Physics World, compilou a lista dos feitos mais relevantes para o progresso da física durante o ano passado.
1 - Criação e manutenção de antimatéria
A equipe internacional do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN) conseguiu produzir 38 átomos de antihidrogênio durante um décimo de segundo (tempo suficiente para analisá-los) com seu experimento ALPHA, abrindo assim a porta para a compreensão das diferenças entre a matéria e a antimatéria.
2 - Atmosfera de Exoplaneta
Um grupo de astrônomos do Canadá e da Alemanha mediram de maneira direta, pela primeira vez, a atmosfera de um planeta fora do nosso Sistema Solar.
3 - Máquina Quântica
É a primeira máquina quântica fabricada pelo homem. A máquina completa tem espessura menor do que um fio de cabelo. Poderia ser o primeiro passo para a fabricação de computadores quânticos, que seriam capazes de decifrar em alguns segundos, todas as chaves de segurança do Pentágono e da NASA.
4 - A capa da invisibilidade
George Barbastathis e sua equipe do Instituto Tecnológico de Massachusetts e da Universidade de Singapura, criaram uma capa que consegue esconder objetos de 2 mm. A equipe da Universidade de Birmingham, do Colégio Imperial e a Universidade Tecnológica da Dinamarca, a cargo de Shuang Zhang, desenhou um metamaterial que consegue tornar invisíveis objetos de 3 mm.
5 - Laser acústico
Dois grupos independentes, anunciaram os primeiros lasers acústicos de fônons, que emitem ondas acústicas coerentes de modo similar ao dos lasers convencionais, que emitem ondas de luz coerente.
6 - Superfóton
Uma equipe alemã conseguiu construir um condensado de Bose-Einstein (BEC) de fótons, um superfóton.
7 - Tempo Relativo
James Chin-Wen Chou e sua equipe do National Institute of Standards and Technology (NIST) dos Estados Unidos, usou dois dos mais precisos relógios ópticos do mundo para demonstrar que o tempo corre mais rápido em um relógio que está localizado a apenas 33 centímetros mais acima que o outro, e que o tempo corre mais devagar em um relógio que se move a 35 quilômetros menos por hora em relação ao outro.
8 - Telepresença à maneira de Star Wars
Cientistas da Universidade do Arizona criaram um material que pode armazenar dados de imagens holográficas sucessivas que são atualizados a cada dois segundos, o que representa um passo importante em direção à telepresença.
9 - Próton Pequeno
Uma equipe internacional liderada por físicos do Instituto Max Planck de Óptica Quântica na Alemanha, afirma que esta partícula é aproximadamente 4% menor do que se acreditava.
10 - LHC recria o Big Bang
PhysicsWorld fecha sua lista dos 10 avanços mais importantes do ano com o novo acelerador de LHC, no qual os especialistas do CERN conseguiram em março de 2010 as primeiras colisões de prótons em energia de 7 teraeletronvolts, a maior já alcançada em um acelerador, recriando assim o Big Bang.
Fonte: History Channel
1 - Criação e manutenção de antimatéria
A equipe internacional do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN) conseguiu produzir 38 átomos de antihidrogênio durante um décimo de segundo (tempo suficiente para analisá-los) com seu experimento ALPHA, abrindo assim a porta para a compreensão das diferenças entre a matéria e a antimatéria.
2 - Atmosfera de Exoplaneta
Um grupo de astrônomos do Canadá e da Alemanha mediram de maneira direta, pela primeira vez, a atmosfera de um planeta fora do nosso Sistema Solar.
3 - Máquina Quântica
É a primeira máquina quântica fabricada pelo homem. A máquina completa tem espessura menor do que um fio de cabelo. Poderia ser o primeiro passo para a fabricação de computadores quânticos, que seriam capazes de decifrar em alguns segundos, todas as chaves de segurança do Pentágono e da NASA.
4 - A capa da invisibilidade
George Barbastathis e sua equipe do Instituto Tecnológico de Massachusetts e da Universidade de Singapura, criaram uma capa que consegue esconder objetos de 2 mm. A equipe da Universidade de Birmingham, do Colégio Imperial e a Universidade Tecnológica da Dinamarca, a cargo de Shuang Zhang, desenhou um metamaterial que consegue tornar invisíveis objetos de 3 mm.
5 - Laser acústico
Dois grupos independentes, anunciaram os primeiros lasers acústicos de fônons, que emitem ondas acústicas coerentes de modo similar ao dos lasers convencionais, que emitem ondas de luz coerente.
6 - Superfóton
Uma equipe alemã conseguiu construir um condensado de Bose-Einstein (BEC) de fótons, um superfóton.
7 - Tempo Relativo
James Chin-Wen Chou e sua equipe do National Institute of Standards and Technology (NIST) dos Estados Unidos, usou dois dos mais precisos relógios ópticos do mundo para demonstrar que o tempo corre mais rápido em um relógio que está localizado a apenas 33 centímetros mais acima que o outro, e que o tempo corre mais devagar em um relógio que se move a 35 quilômetros menos por hora em relação ao outro.
8 - Telepresença à maneira de Star Wars
Cientistas da Universidade do Arizona criaram um material que pode armazenar dados de imagens holográficas sucessivas que são atualizados a cada dois segundos, o que representa um passo importante em direção à telepresença.
9 - Próton Pequeno
Uma equipe internacional liderada por físicos do Instituto Max Planck de Óptica Quântica na Alemanha, afirma que esta partícula é aproximadamente 4% menor do que se acreditava.
10 - LHC recria o Big Bang
PhysicsWorld fecha sua lista dos 10 avanços mais importantes do ano com o novo acelerador de LHC, no qual os especialistas do CERN conseguiram em março de 2010 as primeiras colisões de prótons em energia de 7 teraeletronvolts, a maior já alcançada em um acelerador, recriando assim o Big Bang.
Fonte: History Channel
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Dream Theater - A Dramatic Turn of Events (2011)

A Dramatic Turn of Events é o décimo primeiro álbum de estúdio da banda americana de metal progressivo Dream Theater, lançado dia 13 de setembro de 2011, pela gravadora Roadrunner. É o primeiro álbum da banda exibindo Mike Mangini na bateria após a saída do baterista fundador Mike Portnoy, em setembro de 2010.
O álbum foi escrito, gravado, mixado e masterizado entre janeiro e junho de 2011 no Estúdio Cove City Sound em Long Island, Nova Iorque. Foi produzido por John Petrucci e mixado por Andy Wallace.O título e as faixas foram anunciadas em 8 de junho de 2011. A mixagem e a masterização do álbum foram concluídas em uma terça-feira, dia 28 de junho de 2011.O novo single, "On the Backs of Angels", foi lançado através da conta no YouTube da Roadrunner Records dia 28 de junho de 2011.
Faixas
1 - On the Backs of Angels
2 - Build Me Up, Break Me Down
3 - Lost Not Forgotten
4 - This is the Life
5 - Bridges in the Sky
6 - Outcry
7 - Far from Heaven
8 - Breaking All Illusions
9 - Beneath the Surface
sábado, 13 de agosto de 2011
Runic Games Divulga Nova Classe de Torchlight 2 - O Forasteiro
A Runic Games, empresa fundada por ex integrantes da Blizzard que desenvolveram o mundialmente famoso Diablo II divulgaram neste sábado mais uma das novas profissões do jogo Torchlight II, seu mais novo empreendimento.Depois dos Engenheiros, agora é a vez dos Forasteiros inundarem os jogadores de imaginação, vontade e expectativas.
Veja a descrição oficial:
"O Império gostaria de fingir que pessoas como eu, não existem - e ainda assim, aqui estou eu."
Texto original: Runic Games
Traduzido por: Dann Joe
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Lívia
Andando pelas sujar ruas
Limpas do subúrbio
Não sinto o seu beijo
Tudo o que sinto é o gosto
Frio da água que toca meus lábios
Enquanto caminho sozinho
Por uma rua quase deserta
Em que ninguém se importa
Ninguém sabe, ninguém sente.
Ninguém liga para o meu estado
Minhas idéias, meus sentimentos
Minhas esperanças, minhas saudades.
Andando pelas calmas ruas
Agitadas do centro
Não sinto o seu cheiro:
perfume suave e inebriante
Aroma suave que me causa devaneios
Delírios da mente de um tolo apaixonado
Que queria agora apenas estar com você,
Estar em sua doce presença serena e cativante
Ao invés de estar sozinho nesta
Triste rua mal iluminada
Solitária e semi-deserta na qual caminho agora
Apenas com sua lembrança em meu pensamento
Impedindo-me de ser levado à loucura
Por este caminho solitário e sombrio
No qual permaneço
Até nosso próximo encontro.
Andando pelas simples ruas
Complicadas da cidade
Não sinto o seu toque.
Suave e macio como um travesseiro de nuvens
Sublime como uma leve brisa de outono
Que me encanta e atordoa
EMe leva ao paraíso e de lá me atira
De volta à realidade
Como o sopro de uma ilusão
Que confunde e mistifica
Sem jamais alterar sensação alguma
E de tão delicado chega a parecer
Que nunca aconteceu.
Hoje eu escrevi uma canção para você
Espero que você goste.
(Escrito em 2005)
The Awesome Space Between Society and Humanity
People go straight ahead o work
Wandering to reach some point
Trying to follow it's heads
Neither think on its hearts of lead
In the end, just lay down and rest on bed
The space between society and humanity
Few people can cross
Is it a lost battle?
Society is against humanity
Humanity is against itself
So why do we try to go another way?
Strings on our arms and legs
Led us through, day after day
Do'nt you care about what we left behind?
I care, I care, I care!
Wish you'd like to be with me, right here, with me...
(Escrito em 2009)
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